20/03/2016

Resenha: Miss Marvel V3

“Não estou aqui para ser uma versão menor de alguma outra heroína. Estou aqui para ser a melhor versão da Kamala” –Kamala Khan, Miss Marvel V3


Nunca gostei de hqs de super heróis e super heroínas. Acho as histórias dos super heróis muito parecidas e as super heroínas sempre foram objetificadas e sexualizadas, honestamente, nunca me senti representada e nunca me identifiquei. Mas Miss Marvel é diferente e me conquistou. 

Enquanto lia Miss Marvel V3 e fui conhecendo a personagem Kamala Khan, percebi o quanto representatividade é importante. Tirando a parte dos super poderes, me identifiquei totalmente com a protagonista e isso é incrível. Kamala Khan é uma revolução no mundo das personagens femininas.

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 Sinopse: Kamala Khan é uma adolescente muçulmana de 16 anos que ama os Vingadores e, principalmente a Capitã Marvel. Ser muçulmana e morar nos Estados Unidos não é a coisa mais fácil para uma adolescente, tendo que viver entre as regras de sua religião e a liberdade que os EUA oferecem. E isso tudo ainda vai piorar muito no momento que ela ganhar superpoderes e assumir o manto de ninguém menos que a MISS MARVEL.


Achei incrível. Sensacional. Fantástico. (insira aqui todos os adjetivos bons que existem na língua portuguesa). Logo no início somos introduzidos ao universo da Kamala: ela mora com sua família muçulmana e seus pais são bastante rigorosos com seu comportamento em relação a religião. Até que Kamala, durante uma noite, decidi fugir para ir a uma festa e por causa de uma névoa que apareceu ela acaba ganhando super poderes. É a partir desse acontecimento que começa a trama da hq.

Kamala é inteligente, engraçada, geek, meio atrapalhada e super legal. É uma típica adolescente do século XXI e ao mesmo tempo, consegue quebrar todos os estereótipos de uma super heroína. Ela nos ensina várias lições importantes durante a leitura. Honestamente, nunca me senti tão forte lendo qualquer outro livro como me senti ao ler Miss Marvel V3. Kamala Khan representou todas as meninas que não se sentiam representadas pela Mulher Maravilha, Mulher Gato, Batgirl ou qualquer outra superheroína. 

Os diálogos foram muito bem escritos e as ilustrações arrasaram, sério. Recomendo muito <3

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